MENSAGENS DO REI DAS BOMBAS PARA VOCÊ.

     
 

O GRUPO DE AMIGOS NA PRÉ-ADOLESCÊNCIA

Sobre o quê nossos filhos tanto conversam ? É no playground, na esquina, no telefone, na porta de casa ... Que tanto assunto eles têm entre si se conosco eles nem falam ? Alguns literalmente não falam, emitem estranhos grunhidos em resposta as nossas perguntas, outros têm um permanente ar de cansaço ao falar conosco. Já com amigos não... Quanta simpatia, risinhos, alegria. É assim mesmo. Eles estão passando pelo processo de independência das figuras parentais.

O grupo de amigos fornece as categorias que vão demarcar a fronteira entre o mundo das crianças que está ficando para trás e um mundo novo: a adolescência. A intensa sociabilidade que aparece neste período é importante para auxiliar o jovem a definir sua própria identidade.

Nesta faixa etária, o grupo pode ter influência sobre nossos filhos, entretanto, os ensinamentos, as sementes que os pais plantaram, com bastante probabilidade, irão frutificar. Devemos confiar no que já fizemos, sem esquecer o diálogo sempre que possível. Se desde pequenos estão acostumados ao papo com os pais, fica mais fácil.

A conversa deve surgir naturalmente. Os pais devem esperar o momento propicio para conversar com os filhos. Não adianta impor o diálogo, porque ai eles fazem "ouvidos de mercador". Nesta fase, muitos jovens acham extremamente cansativo ouvir os pais. Em alguns momentos é preciso saber simplesmente esperar.

Se os filhos passam por um processo de independência, podemos dizer que os pais também precisam fazer o mesmo. Surge a necessidade de reaprender a conviver com os filhos. Para os pais a situação é igualmente nova e muitas vezes ocorre desequilíbrio: de um lado compreensão, carinho, paciência e altruísmo em troca de birras, maus tratos e desatenção.

A maioria dos pais parte para o confronto e o clima torna-se insustentável. A melhor forma de atuar é evitando a discussão desnecessária. Então: se a blusa é verde e eles começam uma infindável discussão que é azul, deixe. Não vai fazer diferença para você (que sabe que a blusa é verde), mas para seu filho, acreditar que venceu umas ou outras pode ser fundamental. Não é nada pessoal contra nós, embora pareça. Só não devemos permitir que tais situações descambem para o desrespeito ou que os filhos nos falem de forma agressiva e chula. A diferença deve ficar bem clara para eles. Podemos tolerar e entender suas crises, mas não a falta de respeito e deboche.

 
     

 

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